<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36734263</id><updated>2011-11-25T06:26:17.168-08:00</updated><title type='text'>palimpnoia livre expressao</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoialivreexp.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36734263/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoialivreexp.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36734263.post-116323979880578597</id><published>2006-11-11T02:08:00.000-08:00</published><updated>2006-11-11T02:09:58.813-08:00</updated><title type='text'>Fábio Pinheiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Preço do novo é o declínio da Ordem &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está alí com sua híbris ameaçadora, voluptuosa. Sentada sobre as patas traseiras, lambendo a direita dianteira, a língua rápida mentindo maciez. As asas pousadas sobre as ancas com muito alinho mas sem pudor. Nada me pergunta e até duvido que me perceba ali, detido por sua presença incrível e desdenhosa.&lt;br /&gt;Como termina o asseio da pata direita começa o da esquerda a partir do ombro, seu rosto humano se oculta sem que eu tenha tempo de compara-lo a qualquer outro tomado ainda do terror nauseabundo e irresistível provocado pela visão do seu corpo de gato alado.&lt;br /&gt;Remói agora a curiosidade de ver-lhe o rosto, nosso único vínculo como criaturas presentes nesse encontro incômodo e estranhamente inevitável; e inevitável por desejável mas de um desejo inconfessável nem sequer pensado, talvez sonhado mas em sonhos esquecidos, desses que ao acordarmos dizemos não ter, naquela noite, nada sonhado.&lt;br /&gt;E agora, na expectativa que me fixa o olhar em sua volta de pescoço, tento lembrar-lhe o rosto, senão de agora a pouco pelo menos de nalgum sonho remoto. Nenhum rosto de mulher se encaixaria ali. E agora até me reprovo por supô-la mulher... Toda híbris para um homem é mulher. Não é possível culpar nada mais por suas mais profundas ansiedades.&lt;br /&gt;Num repente a criatura pára as lambidas ao ombro e levanta a cabeça ainda sem voltar-me o rosto. Só aí tenho certeza de ser percebido. Ela estática; a pata um pouco levantada e espalmada como pousada sobre o peito invisível do amante a quem rejeita devorar. As patas traseiras se ajeitam alternando o peso da anca, a cauda hipnótica é a última coisa que vejo depois do salto que lhe faz sumir atrás do muro. O guincho sufocado na garganta de um pássaro é o último que ouço denunciando ainda sua existência e me sinto ainda indigno de respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fábio Pinheiro&lt;/strong&gt; publica seus escritos no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.naomateomensageiro.blogspot.com/"&gt;Blog Não mate o mensageiro&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36734263-116323979880578597?l=palimpnoialivreexp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoialivreexp.blogspot.com/feeds/116323979880578597/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36734263&amp;postID=116323979880578597' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36734263/posts/default/116323979880578597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36734263/posts/default/116323979880578597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoialivreexp.blogspot.com/2006/11/fbio-pinheiro.html' title='Fábio Pinheiro'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36734263.post-116202707021941568</id><published>2006-10-28T02:14:00.000-07:00</published><updated>2006-10-28T07:41:48.536-07:00</updated><title type='text'>Tere - Terezinha Sarmento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;História &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui uma criança introspectiva. Gostava de música, de desenhar e de ler. Era boa aluna. Quando vinha com o boletim, meu pai me recompensava, dando-me de presente livros com carinhosas dedicatórias.&lt;br /&gt;Na adolescência, escrevia prosas e poesias. Depois, com o casamento (cedo), a fa-culdade, o primeiro filho e as aulas, parei com a escrita.&lt;br /&gt;Em 1993, entre escolas, voltei a escrever e achava que aquelas poesias poderiam ser musicadas. Era meu sonho.&lt;br /&gt;Entre tantos músicos que apreciava, escolhi um: Djavan. Suas melodias me encan-tavam, sua versatilidade de ritmos fazia-me crer que ele seria o único capaz de musicar uma poesia minha, qualquer uma!&lt;br /&gt;(Eu seguia sua carreira de perto, desde que o ouvi cantar “Alegre menina”, poema de Jorge Amado musicado por Dori Caymmi, na novela Gabriela. Eu ouvia a canção e não sabia quem cantava, mas a voz e aquele violão me deixavam curiosa. Comprei o disco – LP à época e li: “Alegre menina” voz e violão Djavan. Não o conhecia. Desde então, fiquei atenta, esperando novos trabalhos que logo apareceram com composições de sua autoria).&lt;br /&gt;Desde então (aí, ele já era famoso – década de 90), passei a escrever-lhe cartas, às quais juntava algumas poesias.&lt;br /&gt;Com a determinação de capricorniana, consegui o telefone e o endereço de seu es-critório no Rio de Janeiro, para onde mandava as cartas por Correio simples, depois por Sedex e, finalmente, por fax. Fiquei dois anos escrevendo sem obter uma resposta sequer.&lt;br /&gt;Já estava trabalhando em outra escola (trabalhando muito!) e enviando as cartas. Eu queria uma resposta, mesmo que fosse não!&lt;br /&gt;Um dia, ele veio fazer um show em Campinas e ficou hospedado em um hotel há quatro quadras da minha casa. Não tive dúvida! Imprimi outra carta, registrei-me no hotel e a entreguei em mãos.&lt;br /&gt;Quando disse meu nome, ele (sem abrir o que lhe entregava) olhou-me surpreso e disse que sabia quem eu era, que havia lido todas as minhas cartas e faxes, deu-me uma desculpa qualquer para justificar o porquê de não haver musicado as poesias e elogiou mui-tíssimo minha escrita. Eu fiquei feliz com a explicação e disse-lhe que não também era res-posta. Fez questão de ficar com aquela carta que eu trazia “em mãos”, apesar do teor ser o mesmo das demais e, a partir de então, tornamo-nos amigos.&lt;br /&gt;Após seus shows, o segurança ia buscar-me na platéia para conversar com o artista no camarim, trocávamos telefonemas e, a pedido dele, continuei a lhe enviar prosas e poe-sias, mas nunca recebi uma linha sequer dele. As respostas sempre vinham após shows ou por telefonemas.&lt;br /&gt;Algum tempo depois, ele estava disposto a musicar duas poesias minhas, mas por motivo bobo, discutimos por telefone, eu mudei de endereço e não lhe passei o novo núme-ro do meu telefone e nem assisti a mais nenhum show seu. Isso já faz uns 10 anos ou mais.&lt;br /&gt;Hoje, no ostracismo, após 3 ou 4 CDs sem sucesso, Djavan não compõe mais. Fez um remix de seus maiores sucessos e contratou um DJ para se incumbir do ritmo, que era o que havia de mais original em sua obra. Estragou tudo!&lt;br /&gt;Essa é a história. A seguir, publico a carta que lhe entreguei em mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CARTA A DJAVAN&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Em mãos - 12 de julho de 1995)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, tenho que agradecê-lo pelos incontáveis momentos de beleza sonora que você, sem saber, me proporciona há anos com suas canções. Muito obrigada!&lt;br /&gt;Tento entrar em contato com você desde julho de 1993, através de tele-fonemas, cartas e inúmeros faxes, para os quais nunca obtive resposta.&lt;br /&gt;Sou uma séria admiradora do seu trabalho e sigo-o atenta e interessada-mente desde meados dos anos setenta.&lt;br /&gt;Sempre apreciei tudo o que faz: suas magníficas interpretações, sua in-confundível e bela voz, suas versáteis composições de letras e músicas, seu estilo absolutamente “djavanístico” de se acompanhar ao violão e os arran-jos competentes e sensíveis que vestem com rara beleza as canções que compõe.&lt;br /&gt;Acho que com a mesma intensidade de excelência com que você lida com a música, eu a aprecio e, trabalho seu é, para mim, sempre um presen-te de afeto.&lt;br /&gt;Fico impressionada com sua versatilidade tanto de ritmos, quanto de le-tras. Você consegue fazer canções líricas com uma delicadeza e um senti-mento impressionantes sem, nem ao menos, resvalar na pieguice - e me a-tinge direto no espírito.&lt;br /&gt;Sou doente pelas letras do Chico Buarque, mas fico de fora, observando extasiada as coisas perfeitas que ele escreve. Sou parada nas melodias or-questrais do Edu Lobo. Amo o doce Caetano e sua inteligência privilegia-da. Fico empolgada com a magnitude de João Bosco. Sou vidrada na genia-lidade de Gilberto Gil. Aprecio muitíssimo Francis Hime, adoro Ivan Lins e idolatro Tom Jobim, para citar apenas alguns.&lt;br /&gt;Porém, com você é diferente. O que você faz entra na minha alma. Você toca numa delicadeza de sentimentos que há dentro de mim e de cuja exis-tência nem eu estava ciente. Percebi isso quando tomei conhecimento do seu trabalho há aproximadamente vinte anos.&lt;br /&gt;Quero me fazer entender: não é sua pessoa, afinal, eu não o co-nheço e não faço a menor idéia de como você seja e do que pensa a respeito das coisas. Não sou uma fãzoca inconseqüente! Sou casada, mãe de dois fi-lhos, tenho uma carreira profissional da qual me orgulho - sou professora de Português e Inglês - e estou satisfeita com a vida que levo. O que me intriga é essa sintonia que tenho com o seu trabalho. Parece que o que você faz flui diretamente da sua mente para a minha.&lt;br /&gt;Você começou pronto, não há o que evoluir. É claro que há sempre uma novidade a cada trabalho seu, mas tudo tem a já esperada e conhecida exce-lência que marca todas as suas obras.&lt;br /&gt;Por serem suas letras tão geniais, é com a timidez que me caracteriza e muito constrangimento que lhe entrego algumas poesias de minha autoria para sua apreciação, se possível.&lt;br /&gt;Ficar-lhe-ia muito grata, se recebesse um retorno seu nesse sentido.&lt;br /&gt;Desde já agradeço-o muitíssimo pelo que puder fazer por mim e peço a Deus que ilumine, abençoe e conserve o dom com que o distinguiu para ser um artista tão completo e de tão preciosas qualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tere&lt;/strong&gt; é escritora e publica seus textos no &lt;a href="http://tslinguas.zip.net/"&gt;&lt;strong&gt;Blog Meus Escritos&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na &lt;a href="http://www.palimpnoia.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;Página Inicial &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;ou no &lt;a href="http://www.palimpnoiaforum.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;Fórum&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36734263-116202707021941568?l=palimpnoialivreexp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoialivreexp.blogspot.com/feeds/116202707021941568/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=36734263&amp;postID=116202707021941568' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36734263/posts/default/116202707021941568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36734263/posts/default/116202707021941568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoialivreexp.blogspot.com/2006/10/tere-terezinha-sarmento.html' title='Tere - Terezinha Sarmento'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
